terça-feira, 24 de maio de 2016

Alice gosta de FODER



 Não, ela não quer fazer amor. Ela detesta as máscaras sociais. Detesta o modo com o qual as pessoas escolhem as palavras, os lugares, suas roupas, o cabelo... Detesta o humano moralizado. Alice quer o instinto.
 Alice não quer dormir junto, quer foder. Gozar e fazer Gozar. Alice gosta dos suspiros, dos gemidos, do toque, do odor, do suor. Gosta do começo simples, dos toques leves que aumentam de frequência, do "continua", da forma com a qual se movem os músculos, dos batimentos acelerados... E principalmente, Alice gosta de observar a outra pessoa no ápice.
 Alice sabe que o momento em que se chega ao ápice, é o único momento em que a alma é despida. O momento em que ninguém é médico, ativista, recatado, tímido ou atirado. É ali, no gozo que ninguém consegue pensar na forma com a qual vai gemer, vai se movimentar ou respirar. O momento em que verdadeiramente nos tornamos quem somos.  Alice quer foder, não amar. 

Ao término, o amor é só mais um contrato social com vencimento muitas vezes  premeditado.
Mas nunca se sabe quando aquela foda vai ser por apenas um dia, ou por muitos deles. 


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