segunda-feira, 23 de maio de 2016

Quando a chuva é testemunha






Sentir o toque, a pele. Era crime a beijar, mas não beijei seus lábios. Beijei sua alma. Durante aquela madrugada chuvosa, beijei suas mãos, seu pescoço e quase padeci ao suspiro no ouvido. Arrepio. A chuva era a unica testemunha. Suspiramos com abraços, amarramos nossos corpos, criamos um laço que dali não poderia partir. Sai com um nó na garganta, e outro no coração. E cada vez que lembro de suas mãos em minhas mãos, o corpo estremece… Foi breve, eternamente breve.

Tanto a beijei, sem tocar seus lábios
Não era necessário.
Nossas mãos, criminosas
Se enrolavam num laço
Terminavam em suspiros
De abraços



Nenhum comentário:

Postar um comentário