terça-feira, 24 de maio de 2016

Carta ao Ariano de 2013





"Amor ignorado é amor multiplicado" - Nietzsche

Sabe, existem muitas coisas que eu e você deveriamos entender naqueles anos... Minha extrema sensibilidade aliada ao orgulho egoísta, e sua falta de experiencia em dar amor, exagerando e deixando faltar realidade. 
 Nunca tive certeza dos seus sentimentos, nunca acreditei nas paixões avassaladoras que batem no peito, pois sempre soube que assim como as maiores ondas que que encharcam as areais, na volta, elas arrastam tudo o que tocaram e se perdem de volta em meio ao mar. 
 Sozinha que era, não queria me acostumar com alguém... Imatura, sonhava com o amor perfeito, amor esse que você nunca poderia me dar, nem ninguém
 Não te deixei entrar, não deixaria. Eu precisava de descanso, de brisa suave... Mas ariano quando ama entra na nossa vida como um tornado sem direção.
  A leonina, fã das relações sociais dramáticas havia encontrado o ator perfeito. Meses de máscaras, muros, proteção, cinismo, manipulação, representação, humilhação, trilhas que envolviam o maravilhoso rock brasileiro dos anos 80... Eu nunca sofri por você. 

 O que ninguém percebia é que nossa cumplicidade não estava no romance, mas nos olhos. A gente sabia que o melhor eram as lembranças, e que elas valeriam de alguma coisa no futuro, nem que fosse para escrever um trechinho como esse.

"Mas não, não vá agora
 Quero honras e promessas
Lembranças e histórias"

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