Deixa, moça. Deixa que teu corpo se junte ao meu, e aperte em mim o teu laço, no pico mais alto do breu. Aquela garrafa já sem vinho é testemunha de nosso pecado, mas que pecado mais bonito, o de amar e ser amado.
Que se passem os anos, as memórias ficam. Da alma o corpo é só abrigo. Deixo a ti o papel de Deusa, e em cada primavera de longe, me reconheça. Encontrarei então som mais puro que o de teus suspiros com os meus em comunhão. Assumo, ilusão.
Posto aqui, servo aos teus delírios
Me cobre com teu suor quente, pescoço, gemidos
Faz dançar nossas pernas, ritmo fatigado
Marca de quem é cru na alma, teu escravo.
Não me tortures, provoque a teu gosto
Não em arremates rápido, mas que seja o toque, grosso
Não acanhe teus poéticos seios
Não em arremates rápido, mas que seja o toque, grosso
Não acanhe teus poéticos seios
Juro, amor também é desejo.
