sábado, 5 de novembro de 2016

O homem do Jaleco Branco





"Olá, Janaína." - Disse uma senhora simpática que aguardava na sala, fiquei assustada e logo lembrei que naquela sala, todas eram Janaína.
 Terminei, caminhei até a estação e no caminho, ainda em estado de choque, comecei a pensar sobre o quão ridículo é o governo ter parceria com uma plataforma de estudos online, plataforma pela qual você tem que pagar para ter acesso, o nome é "EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO", mas o conteúdo não é abordado lá, é na tal da plataforma, por que não mudam o nome para "EXAME NACIONAL DA PLATAFORMA?" Pensei, e então, estacionou na calçada um desses carros que a gente olha, não por maldade ou desejo, é mais por estranhamento por nunca ver um desses usualmente, um homem (juro), desceu do carro e caminhou até a portaria de um apartamento bonito e gigante, que só não é melhor pela poluição do ar ser bem pior por lá... Eu olhei para os braços do homem, enquanto esse fechava o portão e vi que ele carregava aquele  jaleco braco... Eu não esbocei nenhuma reação, só por dentro que estremeci. 
 Esse texto não é sobre a falta (ou não) da meritocracia, é sobre como o destino tem um jeito sarcástico de zombar da gente nos piores momentos. 
  


Calma, sua nota não te define.
A explosão da alma, das cores, culturas e amores

Mesmo que numa grande junção
Não cabem numa equação.

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